
É cada vez mais frequente o uso de concreto projetado em vários tipos de obras de contenção (cortina de estacas, solo grampeado, aterro reforçado, entre outros) e, também, em obras de proteção superficial de taludes contra erosões, vez que possui elevada resistência inicial e não requer a utilização de fôrmas. Trata-se de uma mistura de areia, pedrisco, cimento, água e aditivos com dimensão máxima dos agregados inferior a 4,8 mm, que é transportada por uma tubulação (mangote) e projetada com uso de ar comprimido sobre uma superfície a ser protegida. Constantemente, o concreto projetado é reforçado com telas metálicas eletrossoldadas ou com a utilização de fibras de aços ou poliméricas, conforme a especificação de projeto. Existem dois processos de projeção do concreto. Na Figura 21 está representado o processo por via seca, em que o aglomerante e os agregados são misturados e lançados no equipamento de projeção, e a água é introduzida em seu bico. A Figura 22 representa o processo por via úmida, em que o aglomerante, os agregados e a água são misturados previamente ao abastecimento do equipamento de projeção.